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Análise ao Google Chrome – 20 dias depois

Publicado em 22-Setembro-2008 por Francisco Costa

No passado dia 2 de Setembro saiu a primeira versão do Google Chrome.
Sendo eu um aficionado pelo web em geral e pelo desenvolvimento de sites, o aparecimento de um novo browser da companhia #1 no que diz respeito à Internet, e existindo já um grande historial de confrontos entre empresas que desenvolvem estes aplicativos, foi com bons olhos que optei por instalar e forçar o seu uso definindo-o como browser por defeito no meu sistema Windows.

A primeira impressão que o Google Chrome proporciona é de se tratar de um navegador com um aspecto simples roçando mesmo o minimalista e o logótipo em forma de Pokebola! Apenas possui os 3 ou 4 botões essenciais para a navegação e ao contrario dos concorrentes as tabs situam-se na title bar. Esta novidade, está certamente relacionada com a independência das tabs umas para com as outras, como se de diferentes janelas (diferentes processos) se trata-se, fazendo com que a instabilidade de uma tab não afecte o comportamento das outras.

Funcionalidades

Aquando do lançamento desta versão, ainda em estado beta, o Google disponibilizou um pequeno manual de apresentação em forma de banda desenhada. Ao dar uma vista de olhos dá para perceber que este browser utiliza o motor de renderização do concorrente Safari. Trata-se do webkit e é opensource. Aliás, uma das principais características deste browser é ser construído com código aberto ao contrário dos concorrente Opera ou Internet Explorer. Outra das novidades lá presentes é a máquina virtual de javascript designada por V8 que processa bastante mais rápido esta linguagem e a integração do Google Gears que permite uma navegação offline.

Sendo o Chrome um produto do Google seria de esperar que o motor de busca padrão fosse o da companhia. No Chrome não existe uma secção de pesquisa para motores de busca, ela é feita na barra de endereços e utiliza uma tecnologia designada de Omnibox.
Outra ausência é a possibilidade de definir uma página por defeito. Ao abrirmos uma nova janela ou tab é-nos apresentada uma secção com o nosso histórico de navegação com um visual idêntico ao Speed Dial do Opera.

Futuramente irá suportar Linux e Mac (de momento só através de emulação pelo Wine), e essencialmente irá ganhar expansibilidade com suporte a plugins e scripts.
Esta expansão é essencial para a sobrevivência do Chrome pois permite personalizar e ajustar a ferramenta de acordo com as necessidades do utilizador, sem falar que irá potenciar o desenvolvimento de novas ferramentas de trabalho.

Conclusão

Em jeito de conclusão penso que este produto, vindo de uma companhia que irá lançar muito em breve uma plataforma móvel (Android), irá agitar o mercado e terá certamente influência no futuro das aplicações web. A sua sua evolução será feita de forma um pouco tímida depois do hype inicial, mas certamente irá garantir uma quota de mercado quando o produto estiver mais maduro. Ao passo que Internet Explorer 8 (vai na versão Beta 2) parece não querer saber dos padrões web e poderá acentuar o crescimento dos browsers concorrentes.

Continuo a preferir o Mozilla Firefox (aguardo com ansiedade a versão 3.1) para navegar e essencialmente para desenvolver mas o Chrome foi uma agradável surpresa.

E vocês, que acham do Chrome?

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Acerca Francisco Costa

É um consultor web com fortes ligações a projectos da blogosfera portuguesa e presença influente nas redes sociais. De momento está a terminar o Mestrado em Inovação e Empreendedorismo Tecnológico e é um apaixonado pela web e open-source. Pode ser contactado através da sua página pessoal ou através do Twitter e LinkedIn.


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1 Comentário em “Análise ao Google Chrome – 20 dias depois”
Avatar de Danilo
Danilo

Eu achei no começo um pouco mais rápido em algumas páginas do que em outras mas continuo a usar mesmo o Firefox 3.5 realmente ele é o melhor.

OBS: No Google Chrome eu nao gostei de uma coisa, ele nao apaga os arquivos temporarios, eis um dos motivos para ele tambem abrir mais rapido, já que os arquivos que voce visitou de uma pagina ja estaram la, entao se visitar a mesma pagina, claro que ela irá abrir mais rapido, mas eu nao deixo essa opção ativa, eu deixo ela marcada no Firefox como IE para excluir os arquivos temporarios ao finalizar o navegador, e como utilizo o CCleaner, um programa para limpar o Windows sempre que ele é iniciado ou finalizado, simplismente demora pra caramba pelo Chrome não apagar os arquivos temporarios, fora que cada vez que voce abri um aba, lá no gerenciador de tarefas tem o executavel de cada aba, se eu abro 10 paginas, tem 10 executaveis lá, achei isso muito disfarçado, e mesmo sendo a versão lançada oficial, e não beta.
MOZILLA FIREFOX SEM DUVIDA!!!




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