O antigo consultor da segurança da administração do presidente Bush, Mark Pfeiple, considera o Twitter um candidato ao prémio Nobel da Paz em especial pela importância que teve no período pós-eleitoral no Irão. Num artigo publicado no The Christian Science Monitor, Mark Pfeiple explica porque defende a candidatura da aplicação.
O seu argumento baseia-se que na falta desta aplicação o mundo não teria tomado conhecimento do que realmente se passou no Irão durante os protestos que sucederam à controversa eleição. Em especial a história de Neda Agha-Soltan, a mulher iraniana cujo a morte foi captada em vídeo, não teria sido divulgado à escala planetária sem a ajuda do Twitter. “Neda passou a ser a voz do movimento; Twitter passou a ser o megafone” apontou Pfeiple.
E continuou, “Quando os jornalistas tradicionais foram forçados a abandonar o país, o Twitter tornou-se a janela por onde o mundo via esperança, actos heróicos e terror. Tornou-se a secretária, o repórter e o produtor. E devido a isto, o Twitter e os seus criadores são merecedores de serem nomeados ao Prémio Nobel da Paz.”
Mas juntamente com estas declarações começaram a surgir algumas críticas em especial do site TechCrunch: “Enquanto a ideia do Twitter de receber o mesmo prémio que Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama ou Martin Luther King Jr. possa parecer absurdo quando se pensa na situação talvez faça algum sentido. Apenas é ridículo pensar que um projecto web em fase start up com um nome esquisito vencer um prémio destes. Mesmo assim o impacto que o Twitter tem na divulgação de informação é gigante, agora se essa divulgação acabe por ser do interesse de todos seja outra história.”
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